Futebol Americano: O esporte local que é global

New England Patriots' quarterback Tom Brady throws a pass against the Atlanta Falcons during Super Bowl LI in Houston, Texas, U.S., February 5, 2017. REUTERS/Robert Seale  EDITORIAL USE ONLY. NO RESALES. NO ARCHIVE.

Um futebol de goleiros? Afinal eles jogam mais com as mãos que utilizando os pés. Um esporte que mais parece uma briga em campo. Não vai pegar por aqui. É uma bobagem! O tempo mostrou que mais uma vez ele não estava certo.

Todas as frases acima não são minhas, mas foram ouvidas pelo Luciano do Valle quando ele colocou, de maneira pioneira, o futebol americano no Brasil. O que vimos no último final de semana foi a mostra que o esporte não pegou só por aqui. Pegou no mundo todo.

Com o intervalo mais caro da TV mundial, o Super Bowl é um grande espetáculo e na maior virada de todos os tempos e na única final com prorrogação da história da disputa, o time de Tom Brady brilhou – já que quando não está em campo é apenas o marido de Gisele Bundchen – o New England Patriots, venceu a equipe do Atlanta Falcons por 34 x28 após estar perdendo por 28 a 3. Um show!

Um espetáculo que se estendeu muito além do campo, já que no futebol onde não existe empate, todas as cotas de transmissão aqui foram vendidas num momento onde o dinheiro de anunciantes está raro. Alguns deles até ficaram de fora, pois não havia espaço para todas as marcas. Definição de sucesso financeiro é isso aí.

Quando Pelé foi jogar futebol nos Estados Unidos foi recebido por Gerald Ford na Casa Branca. O então presidente dos EUA tinha um relatório de Henry Kissinger, um fanático por futebol e também interessado na questão de ser o esporte mais praticado no mundo, informando que seria possível que em pouco tempo os americanos tivessem uma equipe competitiva, o que não aconteceu até hoje.

Com o início do futebol por lá, o empate era um grande problema. Nada, nenhum esporte por lá praticado empata. Como solução inventaram um lance muito estranho: para desempatar o jogo, ao invés de gol de ouro ou pênaltis nada como inventar uma saída americana! Depois de um sorteio um atacante ia em direção ao goleiro num duelo um a um. Essa era a forma de desempate.

Quem acabou com essa regra foi o capita Carlos Alberto Torres quando jogou no país no New York Cosmos com Pelé e Beckenbauer. Ele saiu com a bola em direção ao gol e quando o goleiro adversário começou a se adiantar para fechar o ângulo levou um lençol de longe. A partir dali todo mundo começou a usar a estratégia e a regra mudou.

Voltando ao futebol americano, alguém aí sabe de algum negócio, ainda que de oportunidade, onde sobra dinheiro e patrocinadores? Pois é, isso só tem nesse esporte e quem trouxe isso para cá foi ele: Luciano do Valle. Com ele o esporte sempre ganhou e também nunca viu empate.

1 Comment

  1. muito bom o artigo

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