O basquete brasileiro está vivo

Foto: Erik Teixeira/Raw Image/Estadão Conteúdo

Parecia terminal. Derrotas nas quadras e, principalmente, fora delas. Suspenso de competições internacionais pela FIBA, uma administração caótica que tratou o esporte que já foi o segundo na preferência do brasileiro como feudo.

O resultado de tudo isso, além de uma dívida milionária, ficou para quem veio depois. Parece que já vimos e vivemos essa história antes não é mesmo? Mais eis que em meio a esse caos total o último final de semana mostrou que o basquete brasileiro está aí, vivo e pode voltar a ocupar o lugar que já teve no mundo.

Apesar de perder de patrocínios à capacidade de gestão por uma evidente falta de profissionalismo, o basquete lotou o Ginásio do Ibirapuera. Parecia até o tempo das glórias da seleção feminina, do time do Sirio e do desfile dos grandes jogadores de todo o mundo que vinham para as temporadas internacionais que aqui eram realizadas e tinham o grande ibira como palco. O público do basquete e do esporte deu um show tão bom e grandioso quanto os atletas em quadra e, com certeza, deram alento ao Guy novo presidente da CBB.

O sucesso no evento dá alento e também pressão à nova gestão do basquete brasileiro que tem de recolocar um grande esporte e um ótimo negócio em seu devido lugar, após gestões absolutamente incompetentes.

O Jogo das Estrelas teve tudo com o que sonha o esporte: ginásio lotado, um show de atrações, televisão e muita interatividade.

É tempo de deixar quem sabe realizar e tirar da quadra e do esporte aqueles quem não quer servi-lo e sim servir-se do esporte.

Longe de querer fazer propaganda de GPS, mas o que se viu no sábado à noite na maratona de Wuxi que transmiti pelo BandSports foi, mais uma vez, corredores errando o caminho e vendo uma vitória certa e justa escapar por falta de sinalização. Os dois lideres vinham numa disputa duríssima e não fizeram a última curva do percurso poucos metros antes da chegada.

Quem estava assistindo, mas deveria estar trabalhando por lá na organização ficou vendo a disputa e só se deu conta depois que Debele do Kenya e Deba da Etiópia passaram reto. Iseen do Bahrein que vinha em terceiro fez a curva e levou o primeiro lugar.

Aos que reclamam da falta de “fair-play” do vencedor já que em outras ocasiões lembro que atletas devolveram as posições antes da linha de chegada por vontade própria. Já o vencedor em Wuxi mudou sua nacionalidade queniana para tornar-se um barenita. Quando um atleta muda sua nacionalidade assume uma série de compromissos com o país que o está recebendo e ao qual ele passa ser cidadão. Resultados são esperados e então é fácil culpar a falta de cavalheirismo no esporte ao invés de uma curva fechada sem razão como dizem os próprios chineses. Para o Bahrein foi uma grande conquista, para Iseen também ainda que pelo fato de seus dois principais adversários haverem errado o caminho…

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